Vaga em Campo de Rejeito

Maria Helena Bernardes

 

Editora: Escrituras

Ano de publicação: 2002

ISBN: 85-7531-081-X

Nº. de páginas: 96

Dimensões: 16 X 23 cm

Documento Areal 2

Vaga em campo de rejeito, de Maria Helena Bernardes, é o segundo volume da série Documento Areal. O livro inclui relato, documentos e fotografias que a artista reuniu sobre trabalho realizado por ela no município de Arroio dos Ratos. O livro traz também um ensaio intitulado Campo de rejeito, de André Severo, parceiro de Maria Helena Bernardes no Projeto Areal.

Segundo a artista, o termo vaga define espaços urbanos característicos pela falta de ocupação ou função objetivas e que surgem, portanto, desprovidos de sentido aos olhos das pessoas que circulam em seu entorno. A identificação de uma vaga é um trabalho de ação e reação em contexto urbano que se completa nos diálogos com os passantes que se aproximam, curiosos sobre a movimentação da artista em torno de um espaço quase imperceptível.

O trabalho reportado no livro relata a procura da artista por uma vaga em Arroio dos Ratos, pequeno município situado na região carvoeira do Rio Grande do Sul. Após localizar esta vaga, a artista planejava sua reprodução sobre um campo também vago, um espaço maior, vazio e igualmente sem função no presente. Como resultado dessa busca, a artista se deparou com uma pequena vaga triangular designada ‘A Sobra’ pelos vizinhos, localizada entre dois prédios centrais da cidade. A seguir, encontrou um grande terreno vago na periferia da cidade, um antigo depósito de refugo de carvão, chamado ‘campo de rejeito’ pelos moradores. A partir da identificação destes dois espaços, iniciou-se um trabalho de reprodução da vaga sobre o campo de rejeito, processo desenvolvido em várias etapas e que teve seu rumo definido pela participação de proprietários, passantes, pescadores, trabalhadores do campo, funcionários e vizinhos. O trabalho culminou com a entrada da prefeitura no projeto, ao ceder uma equipe de obras que finalizou a construção da vaga em concreto, oferecendo-a como atrativo da Festa da Melancia, realizada em janeiro de 2002